Nasci como tantos outros, entre gritos de desespero e esperanças vãs de uma vida de amor. O calor maternal como ligação humana, marcava o início da lentidão da morte. Única herança oferecida à nascença. Fui amado, criaram-se sonhos em torno da minha vida. Decidida estava a minha realidade sem qualquer questão à minha persona. Ignorância ou falta de visão… nada era questionado. Nada era pensado. Não tinha direito à vida. Só a tinha que viver.
Antes de andar caí tantas vezes, mas logo aí aprendi que a vida não é marcadas pelas quedas mas sim pela incrível vontade de me levantar e recomeçar tudo de novo. Ia à luta sem qualquer importância do mundo exterior. As minhas pequenas vitórias não eram festejadas em grandes festas, mas em pequenos sorrisos da minha mãe. Andar, correr, falar… dádivas da vida vivida vezes sem conta.
Fui crescendo, irrequieto, com vontade de conhecer todos os mais pequenos pormenores. Todos os detalhes das coisas desconhecidas. Se me lembrasse, dizia que tudo era belo… tudo era magia. Quero sentir a vida em tudo o que me rodeia.
